Proposta de redação: a violência urbana no Brasil

Olá meus amores do MundoEdu. Hoje, no nosso Blog, trago um novo tema de proposta de redação: a violência urbana no Brasil.

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema,”os caminhos para se combater a violência urbana no Brasil” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.


Brasil: violência física e legislativa

Relatório 2015 de Direitos Humanos da Anistia Internacional revela um país violento em diferentes esferas.
A Anistia Internacional lançou um relatório sobre “O Estado dos Direitos Humanos no Mundo”, analisando 160 países no ano de 2015. O capítulo referente ao Brasil traz dados que mostram uma crescente violência urbana e rural combinada e alimentada por um Congresso retrógrado.

Para Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia, a principal motivação em lançar esse relatório é alertar para o possível agravamento da situação dos direitos humanos no Brasil caso o Congresso leve adiante algumas das pautas em tramitação.

A segurança pública no País continua precária, atingindo desproporcionalmente os jovens negros em zonas periféricas, com contínua ocorrência de chacinas. Ainda não há um plano nacional para a redução dos homicídios, embora o governo prometera apresentá-lo em julho de 2015.

Fonte: Carta Capital / Sociedade


Disponivel nas página 3 e 4 do anuário desse link: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/wp-content/uploads/2015/10/9-Anuario-Brasileiro-de-Seguranca-Publica-FSB_2015.pdf

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública / Anuário de 2015


Os reflexos da violência urbana no comportamento das famílias

Temor de ser assaltado, sequestrado e morto impõe traumas em moradores das grandes cidades, que mudam até o jeito de criar os filhos

Não se pode mais sair sozinho à noite em segurança. Não se pode mais tirar dinheiro do banco e carregá-lo na carteira. Não se pode mais deixar o carro estacionado em local aberto sem alarme. Não se pode mais permitir que as crianças brinquem na rua sem medo de que algo aconteça.

O medo da violência é uma realidade que tem mudado vidas. O temor de ser assaltado, sequestrado ou agredido se tornou uma marca nas grandes cidades. Ainda que nem nas menores haja paz. Na falta de atuação do poder público, as pessoas acabam se acostumando a buscar a proteção como for possível: evitando lugares vazios, guardando pertences com cadeados, vivendo vigiadas por câmeras, rodeadas de muros, entre grades.

– Infelizmente, não há como negar que a sensação coletiva de medo tem bases concretas hoje em dia. Ela não é fruto de uma ficção. A criminalidade cotidiana assusta – explica a socióloga Letícia Maria Schabbach, integrante do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Quem está crescendo sob o espectro da violência, ainda que nunca tenha sido vítima de algum ataque, acaba tendo de se adaptar a uma vida em que tudo o que não está sob o próprio controle ou dos familiares mais próximos pode ser temido. Não sem razão.

– Desde as eras antigas o ser humano vive em estado de medo.

A grande questão é que, na modernidade, o medo se tornou totalitário.

A perpetuação desse estado de medo, quando se considera que nada é digno de confiança, que o mal está espalhado por toda parte e que as ameaças estão nos espreitando mesmo nas situações mais sutis, é preocupante – acredita o doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Renato Nunes Bittencourt.

Mãe de uma criança de oito anos, a secretária Lisiane Moura passou por uma experiência traumática em 2013, quando o local onde trabalha foi alvo de um assalto a mão armada. Ela estava na recepção, a primeira a ser vista pelo criminoso. Tornou-se a principal vítima. Com a arma apontada para a cabeça, foi obrigada a mostrar onde havia dinheiro, computadores, bens valiosos. Nada pôde fazer para impedir a ação.

– Depois de uma semana, comecei a entrar em pânico. Não queria mais ir trabalhar, reviver aquilo. Me sentia responsável. Desconfiava de tudo, de todos – conta.

Cerca de seis meses de uso de remédios e terapia foram necessários para superar o trauma. Mas marcas profundas foram deixadas em sua mente, refletidas também na forma como tem criado o filho: antes inatingida pela violência, Lisiane passou a temer pela própria vida e a dos familiares mesmo em casa ou no trabalho. Receosa dos possíveis efeitos da notícia, preferiu não contar para a criança, então com cinco anos, que havia sido ameaçada.

Fonte: Zero Hora / Vida e Estilo


INSTRUÇÕES:

  • A redação deve ser postada no PERGUNTE! assim os outros membros e alunos podem ler e opinar sobre cada uma. Além disso a prof. Dani é nossa moderadora e as redações mais votadas receberão comentários dela.
  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • O texto definitivo deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:

  • tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
  • fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  • apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
  • apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
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